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Moças, como as suas vestes fazem os homens cobiçarem – Al Martin

24 jun

Dizimo – O Padrão Do Donativo Cristão? – Tim Conway

7 jun

Fuja do Misticismo e Voltemos ao Evangelho – Solano Portela

23 abr

Definição de "Ungido de Deus" a Luz da biblia – Renato Vargens

22 abr

Aquela Velha Serpente

7 fev
Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. (Gn 3:1).
“Aquela velha serpente”, chamada de diabo, Satanás, enganador e mentiroso, é aquela de quem o Senhor Jesus falou aos judeus: “Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44). 
Deus se alegrou ao criar as feras e dar-lhes certa sutileza para algumas, esperteza combinada com força e, para outras, instintos muito aguçados – para a auto-preservação e a busca de alimento. Mas todos os sábios instintos e sutilezas das feras do campo são, em muito, suplantados pela sutileza de Satanás. Mesmo o homem, muito mais astuto que qualquer outra criatura, não é páreo para a astúcia de Satanás. 
Ele é o mestre do engano e pode nos superar por diversas razões. Uma das razões pelas quais ele é chamado de astuto é o fato de ser malicioso, pois malícia é o resultado mais aparente da astúcia. É interessante ver quão astuto é um homem vingativo quando procura encontrar uma oportunidade de revidar. 
Quando a inimizade possui totalmente sua alma e derrama veneno em seu sangue, ele rapidamente se transforma num instrumento que o inimigo usa para provocar e injuriar seu adversário. Não, não há ninguém mais cheio de malícia contra o homem do que Satanás, fato este provado cada dia, à medida que a malícia aguça a sabedoria, de forma que Satanás se torna cada vez mais sutil. 
Satanás continua astuto hoje – e, com certeza, muito mais do que era nos dias de Adão -, pois já vivenciou muitas experiências com a raça humana. A tentação lançada sobre Eva foi a primeira oportunidade que teve de lidar com a humanidade e, desde então, tem exercitado todo seu grande poder e pensamento diabólico para perturbar e arruinar o homem. Não há um santo sequer que ele não tenha atacado, assim como nenhum pecador que não tenha desencaminhado. Juntamente com suas tropas de espíritos do mal, ele exerce um controle contínuo sobre os filhos dos homens; é, portanto, hábil na arte da tentação. 
Suponho que não haja nenhum aspecto da natureza humana que seja desconhecido de Satanás. Contudo, sem dúvida, ele é o maior insensato de todos os tempos, sendo que posso adicionar que ele é o mais astuto dos tolos, o que de modo algum é um paradoxo, pois a artimanha é sempre insensata e os artifícios usados nada mais são que outra forma de nos afastar da sabedoria. 
Primeiramente, vou definir as artimanhas e a sutileza de Satanás, bem como os métodos pelos quais ele ataca nossa alma. Depois, trarei algumas palavras de admoestação com respeito à sabedoria que devemos aplicar contra Satanás, e o único meio eficiente que podemos usar para evitar que a sutileza dele se transforme no instrumento de nossa destruição. 
A artimanha e a sutileza de Satanás 
Satanás revela sua artimanha e sutileza através dos métodos de seu ataque. Ele não ataca com descrença e desconfiança o homem calmo e tranqüilo. Satanás o ataca num ponto mais vulnerável. Amor próprio, autoconfiança, mundanismo – estas são as armas que Satanás usará contra ele. 
Creio que Satanás raramente ataca um homem em seu ponto forte, procurando, ao contrário, o ponto mais fraco, o pecado habitual. Ele diz: “É ali onde vou atirar minha flecha”. Que Deus nos ajude na hora da batalha! De fato, não fosse o Senhor a nos ajudar, este astuto inimigo acharia facilmente as junções de nossa armadura e de pronto lançaria seus dardos em nossa alma, de modo que caíssemos feridos diante dele. 
Estejam atentos: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus” (Efésios 6:11) e “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, pro curando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé” (1 Pedro 5:8,9). Que Deus o ajude a prevalecer contra ele! 
Uma segunda coisa através da qual revela sua astúcia são as armas que ele freqüentemente usará contra nos. Em algumas situações ele atacará o filho de Deus com lembranças do passa do e dos dias de seu estado carnal. Em outras ocasiões, Satanás usará a arma de nossa própria experiência. Dirá: “Ah, no dia tal de tal ano, você pecou de tal maneira. Como é que você pode ser um filho de Deus?”. Em ainda outro momento, ele dirá: “Você é um fariseu. Portanto, não pode ser herdeiro dos céus”. Então, ele começará a trazer à tona todas as lembranças, das quais não tínhamos nenhuma recordação, relaciona das com nossa falta de fé, nosso passado sem Deus e assim por diante, jogando-as em nossa face e dizendo: “O que, você é cristão? Mas que tipo de cristão você deve ser!”. 
Ainda é possível que ele comece a tentá-lo através do exemplo de outros. “Fulano é crente e ainda assim fez; por que você não pode fazer o mesmo? Sicrano fez, já faz um tempo, e continua tão respeitado quanto você”. Tenha cuida do, pois Satanás sabe escolher suas armas! Se você for um gi gante, ele não vai aparecer diante de você com um estilingue e uma pedra. Virá armado até os dentes para derrubá-lo. 
A artimanha de Satanás é revelada em outro detalhe: nos agentes que o diabo usa. O diabo não faz todo o serviço sujo sozinho: para ele é comum empregar outros para trabalhar por ele. Quando Sansão precisava ser derrotado, Satanás tinha Dalila pronta para tentá-lo e levá-lo ao chão. Satanás conhecia o coração de Sansão, qual era seu ponto mais fraco e, assim, tentou-o através da mulher que Sansão amava. 
Um ditado diz que “há muitos homens que tiveram a cabeça quebradas por sua própria costela” e isto certamente é verdade. Em muitas ocasiões, Satanás usa a própria esposa para lançar o marido à destruição, ou usa alguns amigos próximos como instrumentos em favor de sua ruína. 
Satanás demonstra sua astúcia pelo número de vezes que nos ataca. Quando estive doente, pensei que, se pudesse apenas levantar de minha cama novamente e ser fortalecido outra vez, daria a mais terrível surra no diabo por causa da for ma como me atacou enquanto eu estava doente. Covarde! Por que ele não esperou até que eu estivesse são? Mas sempre acho que, se meu espírito afunda e meu coração não está em boas condições, Satanás escolhe estes momentos para me atacar com descrença. 
Ele que tente vir até nós quando as promessas de Deus estão frescas em nossa memória ou quando estamos gozando um tempo de doce derramamento do coração em oração perante Deus para ver como lutamos contra ele. Mas não; ele sabe que, quando temos forças para resistir-lhe e prevalecer ao lado de Deus, temos também forças para também prevalecer contra ele. Portanto, ele vem até nós quando percebe que há uma nuvem entre nós e Deus. Ele nos tenta quando o corpo está debilitado e o espírito fraco, tentando tirar nossa confiança em Deus. 
O que faremos com este inimigo ? 
Nosso desejo é entrar no reino dos céus, mas não o faremos enquanto estivermos aqui. A Cidade da Destruição está diante de nós e a Morte nos persegue. Devemos ansiar ir ao céu logo, mas, diante de nós, está este “leão que ruge, procurando alguém para devorar”. O que faremos? Ele tem grande sutileza; como poderemos vencê-lo? Devemos procurar ser tão astutos quanto ele? Isto seria uma insensatez; na verdade, seria um pecado. Procurar ser malicioso como o diabo, seria tanto vil quanto fútil. Então, o que vamos fazer? Vamos atacar Satanás com sabedoria? Ora, nossa sabedoria é estupidez! “Mas o homem estúpido se tornará sábio” (Jó 11:12), mas, na melhor das hipóteses, o homem é como “a cria de um asno montes”. Então, o que nos resta fazer? 
A única forma de repelirmos as sutilezas de Satanás é obter verdadeira sabedoria. Digo novamente o que já falei: o homem não a tem dentro de si. Nisto está a verdadeira sabedoria. Se você pretende lutar contra Satanás para o vencer, faça das Santas Escrituras sua comida diária. Forje sua armadura e sua munição a partir destas palavras santas. Apegue-se às gloriosas doutrinas da Palavra de Deus. Faça dela sua comida e sua bebida. Assim você estará sendo fortalecido para resistir ao diabo e vai se alegrar ao ver que ele se afastará de você. 
Acima de tudo, se realmente queremos resistir a Satanás, devemos olhar não apenas para a sabedoria revelada, mas para a Sabedoria Encarnada. Este deve ser o principal lugar de refúgio para toda alma que sofre tentação! Devemos correr para ele, “o qual se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1 Coríntios 1:30). É ele quem deve nos ensinar, nos guiar e ser tudo em todos. Deve mos nos aproximar dele em comunhão. 
O lugar mais seguro para a ovelha é ao lado do pastor. Não haverá no mundo um lugar mais seguro do que aquele onde estivermos com nossa cabeça recostada sobre o peito de nosso Mestre. Cristão, ande de acordo com o exemplo de nosso Salvador, viva diariamente em sua companhia, confie sempre em seu sangue e, desta maneira, você será mais do que um vencedor diante das sutilezas e artimanhas de Satanás. 
É uma grande alegria para o cristão saber que, durante nossa longa caminhada, todos os dardos de Satanás não terão efeito e que todas as suas artimanhas serão derrotadas. Você não anseia pelo dia em que todas as tentações cessarão e você chegará ao céu? E então você olhará para este arquiinimigo com um sorriso e um menosprezo santos? Enquanto Satanás tentava destruir a árvore, arrancando suas raízes, ele era apenas um jardineiro cavando com sua pá e abrindo espaço para que as raízes crescessem mais e mais fortes. Quando ele tentava derrubar ou destruir a beleza das árvores do Senhor com seu machado, o que ele foi, afinal, se não uma tesoura de aparar nas mãos de Deus, cortando os galhos secos que não produziam frutos e limpando os outros para que dessem mais frutos? 
Em um certo ponto de sua história, a Igreja nada mais era do que um pequeno riacho, fluindo pelo fundo de um vale estreito. Apenas alguns santos se reuniam em Jerusalém e, então, Satanás pensou: ” Vou colocar uma pedra no vale e impedir o fluxo da água”. Então, lá foi ele, colocando a grande pedra diante do riacho, pensando que, com isto, interrompe ria o fluir da água. Em vez disso, ele espalhou gotas por todo o mundo e cada gota se tornou uma nascente de água fresca. Você sabe o que foi a pedra: a perseguição, que fez com que os santos se espalhassem. Contudo, “os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (Atos 8:4) e, assim, a Igreja se multiplicou, e o diabo foi derrotado. 
Satanás, eu lhe digo que você é o maior tolo de todos os tempos e vou provar isso no dia em que eu e você nos virmos frente a frente como inimigos – inimigos jurados de morte, como seremos naquele dia -junto ao grande trono de Deus. É assim que você deve tratá-lo nos momentos em que for ata cado. Não o tema, mas resista firmemente na fé, e assim você prevalecerá.  

Acorde Igreja – David Wilkerson e Leonard Ravenhill

24 jan

O Púlpito e o Punhal

4 jan

Por Cleyton Gadelha

O Púlpito e o Punhal Reconhecendo que é nosso dever, como cristãos, estarmos do mesmo lado, permito-me, entretanto, apontar o dedo contra nós mesmos. Sim, precisamos que alguém, afinal, diga que as armas que estão matando nossa identidade foram gestadas por nossa tolerância autofágica.

É desesperadora a angústia de precisar se agarrar à tentativa de fazer a igreja permanecer em moldes biblicamente concebíveis.

As últimas três décadas foram devastadoras para a igreja no Brasil. À medida que a igreja ia sendo transformada de protestante em “evangélica”, as estatísticas do IBGE embriagaram nossa percepção. Quase ninguém se dava conta que o processo estava apodrecendo a Igreja por dentro. Os fatores que viabilizavam tal crescimento não eram, nem de longe, legítimos como práticas cristãs.

Dos “dentes de ouro” à “Marcha prá Jesus” parte de nossa herança foi extraviada. Sem reflexão teológica, a igreja caiu nas mãos de celebridades da música gospel e de líderes carismáticos que invadiram a mídia, assumindo de forma usurpada, o direito de falarem em nome da Igreja.

A face pública do movimento chamado evangélico parece, como diria Olavo de Carvalho, “uma gigantesca máquina de desentortar banana”. Visibilidade impressionante, mas completamente esvaziado de significado.

O que está aí é estatisticamente impressionante, mas não pode ser celebrado como cristianismo, porque não o é. Um “cristianismo” que não produz impacto moral sobre a sociedade. Um cristianismo que, várias vezes, fica aquém da moral pagã, não foi, evidentemente, esculpido pelo poder santificador do Espírito Santo.

Por outro lado, as denominações históricas, que deveriam ter ancorado o cristianismo no porto da reforma protestante, praticaram crime ainda maior, quando entregaram suas escolas teológicas nas mãos dos liberais.

Seminários protestantes pagaram salários a professores liberais que corromperam a fé dos nossos jovens que, indefesos,foram entregues nas mãos deles para serem “bultmanntizados”, “tilichizados”etc. Esses jovens, depois de quatro anos, eram feitos pastores e, usaram nossos púlpitos como arma letal de desconstrução do cristianismo bíblico. “Quem apóia lobos, sacrifica as ovelhas”. Por isso a história não nos tem por inocente.

Muitas igrejas morreram, e o punhal que as matou foi um púlpito pejado de má teologia.

Batistas, Presbiterianos e todos os históricos, precisamos fazer um “mea – culpa” porque a resposta dos nossos pais ficou muito aquém da necessidade da igreja e, nós, não somos melhores do que os nossos pais, portanto chorar é também nossa parte.

Como Deus sempre tem que salvar o seu povo, porque se dependesse de nós, seu plano seria de todo extraviado, mais uma vez está Ele vindo em nosso socorro.

É encorajador ver algo novo, burbulhante, se movendo como um broto emergindo de um toco queimado. Há uma força que não se deterá por ser pequena. O Senhor já começou sua reação. Há um vigoroso despertamento das igrejas do Brasil rumo às Doutrinas da Graça.

O mote dos anos 70/80 era: Doutrina não! Doutrina divide! Esse bordão enganoso está sendo substituído no coração de um remanescente que começa a bradar nos púlpitos e nas redes sociais, em acampamentos e em conversa de mesa: Doutrina sim! Teologia Sim! E que sejam aquelas velhas doutrinas que mudaram a Igreja e o mundo no século 16. Como disse Marcos Granconato: “Teologia é como vinho, quanto mais velha melhor”.

Palavras como Wittenberg, Genebra, Dort, Westminster, Puritanos, Credo, impronunciáveis há alguns anos, compõem agora a falação da galera jovem e dos veneráveiss anciãos de nossas igrejas. A hora da virada chegou!
Deus está visitando a igreja no Brasil para reesculpir sua face com o cinzel da virilidade bíblica e da pujança dos reformadores que batalharam pela fé dos santos sem jamais desfalecerem.