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Como o Senhor da Vida dá Vida – John Piper

27 jul

Uma Meditação sobre Atos 16:14

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Em todo lugar em que Paulo pregava, alguns criam e outros não. Como
devemos entender porque alguns daqueles que estão “mortos em delitos
e pecados” (Efésios 2:1, 5) crêem e outros não?

A resposta ao porque alguns não crêem é que eles a rejeitaram (Atos
16:46), pois a mensagem do evangelho lhes parecia loucura, e não puderam
entendê-la (1 Coríntios 2:14). A mentalidade da carne é “inimizade contra
Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser”
(Romanos 8:7). Aqueles que ouvem e rejeitam o evangelho “odeiam a luz”, e
não vêem para a luz, para que suas obras não sejam expostas (João 3:20). Eles
permanecem “entenebrecidos no entendimento… pela ignorância que há
neles, pela dureza do seu coração” (Efésios 4:18). Essa é uma ignorância
culposa. A verdade está disponível. Mas pela “injustiça dos homens, que
detêm a verdade em injustiça” (Romanos 1:18).
Mas então, por que alguns crêem, visto que todos estão nessa condição
de dureza de coração rebelde, mortos no pecado? O livro de Atos dá a
resposta de pelo menos três formas diferentes. Uma é que eles foram
destinados a crer. Quando Paulo pregou em Antioquia da Pisídia, os gentios
se regozijaram e “creram todos quantos estavam ordenados para a vida
eterna” (Atos 13:48).
Outra forma de responder ao porque alguns crêem é que Deus concede
arrependimento. Quando os santos em Jerusalém ouviram que os gentios
estavam respondendo ao evangelho, e não apenas os judeus, eles disseram:
“Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida” (Atos
11:18).
Mas a resposta mais clara em Atos à pergunta do porque uma pessoa
crê no evangelho é que Deus abre o coração. Lídia é o melhor exemplo. Por
que ela creu? Atos 16:4 diz: “O Senhor lhe abriu o coração para que estivesse
atenta ao que Paulo dizia”. Note quatro aspectos dessa conversão.

1) “… ao que Paulo dizia”. Primeiro, alguém deve proclamar o evangelho.
Deus não abre os olhos do coração a fim de ver nada. Ele abre-os para ver a
glória de Cristo na verdade do evangelho (2 Coríntios 4:4-6). Portanto,
devemos anunciar o evangelho. Não fazemos o novo nascimento acontecer
quando cumprimos isso. Mas nos ajustamos ao modo de Deus fazê-lo. O
ponto do novo nascimento é conceder visão espiritual. O ponto de anunciar o
evangelho é dar algo para se ver. O novo nascimento é para a glória de Cristo.
Portanto, Deus faz isso acontecer quando Cristo é pregado.

2) “O Senhor…”. Segundo, aquele que anuncia o evangelho descansa no
Senhor. A oração não é mencionada aqui. Mas isso é o que fazemos quando
percebemos que é o Senhor quem é o ator decisivo, não nós. Temos um papel
significante no anúncio do evangelho, mas é o próprio Senhor quem faz a
obra decisiva.

3) “…lhe abriu o coração…”. Visto que o problema chave em não crer no
evangelho é a dureza ou o fechamento do coração, aqui é onde o Senhor faz sua
obra decisiva. Ele “abriu o coração” de Lídia. Isso significa que ele tira o
coração de pedra, e coloca um coração de carne (Ezequiel 36:6); lemos sobre
o que ele diz com autoridade soberana: “Porque Deus, que disse que das
trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para
iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2
Coríntios 4:6). Assim, as trevas se dissipam e a luz da verdade revela a beleza
irresistível de Cristo no evangelho.

4) “…para que estivesse atenta ao que Paulo dizia”. O efeito da abertura
do coração dela pelo Senhor é um verdadeiro ouvir espiritual do evangelho.
“Estivesse atenta” é uma tradução fraca do grego prosechein. Seu significado é
mais forte do que esse. Nesse versículo, o termo significa um ouvir com algo
anexo. A obra do Senhor não ajustou simplesmente o seu foco. Trouxe fé. A
ela foi concedido arrependimento (2 Timóteo 2:25) e fé (Filipenses 1:29).
Ou, nos termos de João 6, ela foi dada pelo Pai ao Filho (v. 37), e foi
trazida pelo Pai ao Filho (v. 44), e o Pai concedeu que ela viesse ao Filho (v.
65). Ela foi vivificada (Efésios 2:5) e nascida de novo (João 3:3, 7).
Você orará comigo nesses dias maravilhosos, para que Deus faça isso
por centenas de pessoas em nossos cultos? Ouvi de três conversões na última
semana. Estão caindo gotas de misericórdia ao nosso redor, mas imploramos
pelas chuvas.
Orando ao Senhor da vida,
Pastor John

Fonte:monergismo.net.br

O que significa amar a Deus com toda a sua mente? – John Piper

7 maio

O que significa amar a Deus com toda a sua mente?Existem vários componentes para o amor intelectual por Deus.

  1. Dedicar nossas mentes a conhecê-lO.
  2. Pensar clara e verdadeiramente sobre Ele, para que não tenhamos idéias falsas em nossas mentes.
  3. Não estar satisfeito com o mero conhecimento intelectual dos Seus atributos, caráter, e atos, mas intencionalmente devotar esforço para entregar nossas afeições (emoções) a Deus.

Se uma pessoa não mudar de um conhecimento intelectual de Deus e de uma maneira correta de pensar sobre Deus para uma entrega emocional a Deus, ela ainda não amou a Deus com sua mente. A mente ainda não amou até que tenha entregue seus pensamentos às emoções, onde elas são abraçadas. Assim, mente e coração estão trabalhando em certa harmonia e você experimenta ambos: amor intelectual e emocional por Deus.
Eu prefiro que as pessoas lidem com a mídia que contém violência e sexo, onde Deus é uma realidade urgente – embora não exista nada parecido na existência – em vez de uma mídia completamente limpa de tudo que é mau, mas também é absolutamente sem Deus.
Acho que a TV, os filmes, e a maioria dos meios de comunicação nos ferem: 1) pela sua ignorância e apatia em relação a Deus, e 2) por sua trivialidade. Portanto, não é apenas abandonar a realidade para a qual fomos criados, a saber,Deus; é também constantemente diminuir nossas almas aos pensamentos mais tolos, de modo que a capacidade de conhecer Deus é reduzida. Ele não é apenas retirado do quadro geral; a capacidade de apreciar algo grande como Deus está sendo diminuída por causa do entretenimento tolo a que as pessoas se entregam.

Traduzido por: Hellen Soares

John Piper — Podemos confiar nos 66 livros da Bíblia?

23 abr

John Piper – E Quem Nunca Ouviu o Evangelho?

23 abr

O Regenerado pode Ser Riscado do Livro da Vida? – John Piper

9 abr

O Regenerado pode Ser Riscado do Livro da Vida?

Meditação sobre Apocalipse 3.5

Apocalipse 3:5

O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.

Apreciosa verdade de que o crente se manterá firme na fé até ao final e será salvo tem sofrido oposição incansável, geração após geração. Entretanto, a verdade sempre permanece, repousando firmemente na soberana fidelidade de Deus, a fim de completar a salvação dos seus eleitos. Ele a planejou na eternidade, comprou-a por meio da morte de Cristo na cruz e está aplicando-a por meio do Espírito Santo.
Romanos 8.30 afirma: “Aos que justificou, a esses também glorificou”. Em outras palavras, entre o evento da justificação pela fé, no começo de nossa vida cristã, e o evento de nossa glorificação, na ressurreição de nosso corpo (Filipenses 3.21), não haverá abandonos, deserções ou rejeições. “Aos que justificou, a esses também glorificou” — todos eles. Deus preservará e santificará aqueles que Ele justificou, aos quais assegurou que manterão a fé e perseverarão até ao fim e que são salvos.
1 João 2.19 descreve como devemos entender os aparentes abandonos; “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos”. Em outras palavras, o fracasso em perseverar na fé não é um sinal de que alguém pode ser verdadeiramente nascido de novo, justificado e, depois, tornar-se um perdido. Pelo contrário, o fracasso em perseverar na fé é um sinal de que alguém nunca era, de fato, um membro do povo regenerado de Deus. Esse é o ensino explícito de 1 João 2.19.
Contudo, existem textos bíblicos que persuadem alguns a rejeitarem esse ensino. O texto que estamos considerando é Apocalipse 3.5, no qual o Senhor Jesus disse: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”.
Alguns afirmam que este versículo é uma prova incontestável contra a doutrina da perseverança dos santos. Admitem que Apocalipse 3.5, ao dizer que Deus não apagará o nome de uma pessoa do Livro da Vida, implica que Ele apaga o nome de alguns desse livro e que essas pessoas eram justificadas e, depois, foram condenadas. Mas isto é verdade?
A promessa “de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida” não implica, necessariamente, que alguns têm seu nome apagado. Esta pro messa se dirige apenas àquele que está inscrito no livro e vence pela fé: Eu nunca tirarei seu nome dali. Em outras palavras, ser apagado do Livro da Vida é uma perspectiva terrível que Eu jamais permitirei que aconteça. Eu manterei você seguro, no Livro. Essa é uma das promessas feitas aos que perseveram e vencem. A promessa não diz: os que falham em vencer e se afastam de Cristo estavam inscritos no Livro e seus nomes foram apagados.
De fato, há dois outros versículos em Apocalipse que parecem ensinar que ter o nome escrito no Livro da Vida significa que você perseverará e vencerá com toda a certeza. Considere Apocalipse 13.8: “E adorá-la-ão [a besta] todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”. Este versículo transmite a idéia de que aqueles cujos nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro “desde a fundação do mundo” não adorarão a besta. Em outras palavras, ter o nosso nome inscrito no Livro da Vida desde a fundação do mundo parece significar que Deus nos guardará de cairmos e nos outorgará capacidade para perseverar em fidelidade a Ele. Estar escrito no Livro significa que não apostataremos.
De modo semelhante, considere Apocalipse 17.8: “A besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá”. Novamente, ter o nome escrito no Livro da Vida desde a funda ção do mundo parece assegurar que não nos admiraremos da besta. O ensino neste versículo é que aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo se admirarão. Se o seu nome está escrito naquele livro, você não se admirará da besta.
O ensino neste versículo é que ter o nome escrito naquele livro é algo eficaz. Ou seja, tem resultados definidos nas reações de alguém. Ter o nome escrito no Livro da Vida do Cordeiro desde a fundação do mundo garante que não adoraremos nem nos admiraremos da besta. João não disse: “Se você adorar a besta, seu nome será apagado”. Ele disse: “Se o seu nome está escrito, você não a adorará”.
Isto se harmoniza com Apocalipse 3.5: “O vencedor… de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida”. O triunfo exigido em Apocalipse 3.5 é garantido em 13.8 e 17.8. Isto não é uma contradição, visto que Paulo disse: “Desenvolvei a vossa salvação… porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2.12-13). Não é ilógico afirmar a condição: se você vencer, Deus não apagará seu nome” (Apocalipse 3.5); e afirmar a segurança: se o seu nome está escrito, você vencerá (13.8 e 17.8). Aqueles cujos nomes estão escritos no Livro da Vida têm realmente de vencer e vencerão. Um lado desta verdade ressalta a nossa responsabilidade; o outro, a soberania de Deus.
A conseqüência prática desta verdade é que não nos tornemos altivos quanto à fé, o amor e a santidade. Na vida cristã, temos de exercer a vigilância (Hebreus 3.12), o esforço (Lucas 13.24) e a busca (Hebreus 12.14). Na verdade, a conseqüência é que descansemos na certeza de que não somos deixados à nossa mercê neste “combate de fé”. O Deus que chamou é fiel para nos confirmar até ao fim, para sermos “irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 1.8). “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” (1 Tessalonicenses 5.24). Deus completará a salvação que Ele começou (Filipenses 1.6). Somos guardados pelo poder de Deus (1 Pedro 1.5). Temos de lutar, pois somente os que perseveram serão salvos (Marcos 13.13). E lutaremos, porque Deus está agindo em nós para querermos e realizarmos a sua boa vontade (Filipenses 2.13; Hebreus 13.21).

By John Piper

Jesus, os Fariseus e o Livre-Arbítrio – John Piper

8 abr

Jesus, os Fariseus e o Livre-Arbítrio
John Piper
Para muitos, hoje em dia, é intrigante que Jesus coloque tal valor nos
direitos soberanos da liberdade eletiva de Deus, a ponto de falar da maneira
como o faz àqueles que O rejeitam. Ele fala de maneira a impedi-los de
vangloriarem-se, como se pudessem anular os propósitos últimos de Deus.

Em João 10.25-26, por exemplo, Jesus respondeu aos céticos que exigiam
mais e mais provas: “Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em
nome de meu Pai testificam a meu respeito. Mas vós não credes, porque não
sois das minhas ovelhas”. Pense nisto por um momento. Pense acerca do que
significa e no fato que Jesus proferiu tais palavras a pessoas incrédulas.
Imagine-se como um fariseu ouvindo a mensagem de Jesus e dizendo a
si mesmo: se Ele pensa que eu vou ser sugado para dentro desse movimento
junto com coletores de impostos e pecadores, está louco. Eu tenho vontade
própria e poder para determinar o meu próprio destino. Em seguida, imagine
Jesus, sabendo o que se passa no seu coração e dizendo: “Você se vangloria
em seu íntimo porque acha que tem o controle de sua própria vida. Você
pensa que pode frustrar os planos máximos de meu ministério. Você imagina
que os grandes propósitos de Deus na salvação são dependentes de sua
vontade vacilante. Em verdade, em verdade eu lhe digo que a razão final pela
qual você não crê é porque o Pai não o escolheu para estar entre as minhas
ovelhas”. Em outras palavras, Jesus está dizendo: “O orgulho final da
incredulidade é destruído pela doutrina da eleição”. Aqueles a quem Deus
escolheu, Ele também os deu ao Filho; e aqueles a quem Ele deu ao Filho, o
Filho também os chamou; e para aqueles que foram chamados, Ele deu sua
vida; e para esses Ele deu alegria eterna na presença de sua glória. Este é o
prazer do Pai.
The Pleasures of God (Os Prazeres de Deus)
(Portland, Multnomah, 1991), p. 137-139.
Fonte: Revista Fé para Hoje, Editora Fiel.

Deus predeterminou cada pequeno detalhe do universo, inclusive o pecado …

5 abr