Arquivo | julho, 2012

Qual é a tua motivação para a santidade?

31 jul

Temos que ser sinceros e admitir que muitas vezes os motivos que temos para lidar com o pecado em nossas vidas são inadequados, insuficientes…

O que está faltando?

Paulo em Colossenses 3 diz: “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” – ( Colossenses 3:2 ) – Se pensamos que tudo que está envolvido aqui é atividade mental, estamos enganados. A palavra usada por Paulo aqui envolve tanto o intelecto como as afeições do coração. Ou seja, o que Paulo está dizendo é que deve haver uma reorientação total da vontade pelo poder da graça de Deus em nós.


Como Thomas Chalmers (1780-1847) disse: “A única maneira de desapropriar do coração um afeto antigo, é o poder expulsivo de um novo afeto”. Então Paulo diz – “Pensai nas coisas de cima” – Que coisas? Por que fixar a mente aí. Ele diz: “Por que vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” –  Essa é a razão! Porque é ali que Cristo está, e agora estamos eternamente unidos a Ele.
Devemos fixar nossas afeições nas coisas do alto porque é aí que Cristo é, e estamos unidos a ele.

Paulo está dizendo que todos os nossos afetos devem ser definidos agora pelo próprio Cristo. Esse é o poder para a vida de santidade. Encher nossas mentes e corações com as glórias de quem Cristo é, o que Ele realizou por nós e tudo que ele comprou para nós, os eleitos. Só quando esse tipo de mentalidade nos domina, experimentamos o que Thomas Chalmers chamou de  “o poder expulsivo de um novo afeto.”

Olhe para Moisés. Sinceramente, ele tinha tudo. Era neto do homem mais poderoso do mundo. Desfrutava de riquezas que nós temos que nos esforçar para imagina. Tinha acesso ilimitado aos haréns do Egito – Podia desfrutar de uma vida sexual sem limites. Tudo era grande e ilimitado para ele em sua juventude…
Mas a Bíblia diz que ele preferiu “ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa”Hebreus 11:25-26
Onde estava a sua força? Como ele fez essa escolha difícil? A Bíblia diz: “Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.”Hebreus 11:26-27
A maior satisfação em Deus suplantou qualquer coisa que deixaria para trás no Egito. Esse poder libertou Moisés dos prazeres inferiores que ele deixou para trás.
Este é o único caminho verdadeiro para a Santidade. O poder expulsivo de um novo afeto.
 

Como o Senhor da Vida dá Vida – John Piper

27 jul

Uma Meditação sobre Atos 16:14

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Em todo lugar em que Paulo pregava, alguns criam e outros não. Como
devemos entender porque alguns daqueles que estão “mortos em delitos
e pecados” (Efésios 2:1, 5) crêem e outros não?

A resposta ao porque alguns não crêem é que eles a rejeitaram (Atos
16:46), pois a mensagem do evangelho lhes parecia loucura, e não puderam
entendê-la (1 Coríntios 2:14). A mentalidade da carne é “inimizade contra
Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser”
(Romanos 8:7). Aqueles que ouvem e rejeitam o evangelho “odeiam a luz”, e
não vêem para a luz, para que suas obras não sejam expostas (João 3:20). Eles
permanecem “entenebrecidos no entendimento… pela ignorância que há
neles, pela dureza do seu coração” (Efésios 4:18). Essa é uma ignorância
culposa. A verdade está disponível. Mas pela “injustiça dos homens, que
detêm a verdade em injustiça” (Romanos 1:18).
Mas então, por que alguns crêem, visto que todos estão nessa condição
de dureza de coração rebelde, mortos no pecado? O livro de Atos dá a
resposta de pelo menos três formas diferentes. Uma é que eles foram
destinados a crer. Quando Paulo pregou em Antioquia da Pisídia, os gentios
se regozijaram e “creram todos quantos estavam ordenados para a vida
eterna” (Atos 13:48).
Outra forma de responder ao porque alguns crêem é que Deus concede
arrependimento. Quando os santos em Jerusalém ouviram que os gentios
estavam respondendo ao evangelho, e não apenas os judeus, eles disseram:
“Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida” (Atos
11:18).
Mas a resposta mais clara em Atos à pergunta do porque uma pessoa
crê no evangelho é que Deus abre o coração. Lídia é o melhor exemplo. Por
que ela creu? Atos 16:4 diz: “O Senhor lhe abriu o coração para que estivesse
atenta ao que Paulo dizia”. Note quatro aspectos dessa conversão.

1) “… ao que Paulo dizia”. Primeiro, alguém deve proclamar o evangelho.
Deus não abre os olhos do coração a fim de ver nada. Ele abre-os para ver a
glória de Cristo na verdade do evangelho (2 Coríntios 4:4-6). Portanto,
devemos anunciar o evangelho. Não fazemos o novo nascimento acontecer
quando cumprimos isso. Mas nos ajustamos ao modo de Deus fazê-lo. O
ponto do novo nascimento é conceder visão espiritual. O ponto de anunciar o
evangelho é dar algo para se ver. O novo nascimento é para a glória de Cristo.
Portanto, Deus faz isso acontecer quando Cristo é pregado.

2) “O Senhor…”. Segundo, aquele que anuncia o evangelho descansa no
Senhor. A oração não é mencionada aqui. Mas isso é o que fazemos quando
percebemos que é o Senhor quem é o ator decisivo, não nós. Temos um papel
significante no anúncio do evangelho, mas é o próprio Senhor quem faz a
obra decisiva.

3) “…lhe abriu o coração…”. Visto que o problema chave em não crer no
evangelho é a dureza ou o fechamento do coração, aqui é onde o Senhor faz sua
obra decisiva. Ele “abriu o coração” de Lídia. Isso significa que ele tira o
coração de pedra, e coloca um coração de carne (Ezequiel 36:6); lemos sobre
o que ele diz com autoridade soberana: “Porque Deus, que disse que das
trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para
iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2
Coríntios 4:6). Assim, as trevas se dissipam e a luz da verdade revela a beleza
irresistível de Cristo no evangelho.

4) “…para que estivesse atenta ao que Paulo dizia”. O efeito da abertura
do coração dela pelo Senhor é um verdadeiro ouvir espiritual do evangelho.
“Estivesse atenta” é uma tradução fraca do grego prosechein. Seu significado é
mais forte do que esse. Nesse versículo, o termo significa um ouvir com algo
anexo. A obra do Senhor não ajustou simplesmente o seu foco. Trouxe fé. A
ela foi concedido arrependimento (2 Timóteo 2:25) e fé (Filipenses 1:29).
Ou, nos termos de João 6, ela foi dada pelo Pai ao Filho (v. 37), e foi
trazida pelo Pai ao Filho (v. 44), e o Pai concedeu que ela viesse ao Filho (v.
65). Ela foi vivificada (Efésios 2:5) e nascida de novo (João 3:3, 7).
Você orará comigo nesses dias maravilhosos, para que Deus faça isso
por centenas de pessoas em nossos cultos? Ouvi de três conversões na última
semana. Estão caindo gotas de misericórdia ao nosso redor, mas imploramos
pelas chuvas.
Orando ao Senhor da vida,
Pastor John

Fonte:monergismo.net.br

Os Cinco Solas da Reforma, o que é ?

18 jul

 
Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria
por
Declaração de Cambridge



SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade
Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.
Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.
A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.
A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.
Tese 1: Sola Scriptura
Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.
Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação. 

SOLO CHRISTUS
: A Erosão da Fé Centrada em Cristo 
À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.
Tese 2: Solus Christus
Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.
Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. 
SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.
A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.
Tese 3: Sola Gratia
Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada. 

SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial 

A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.
Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.
Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.
Tese 4: Sola Fide
Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.
Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima. 
SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.
Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.
Tese 5: Soli Deo Gloria
Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.
Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

Fonte: Declaração de Cambridge

Que tipo de Jesus você prega? – R.C. Sproul

10 jul

Alimentando as Ovelhas ou Divertindo os Bodes – Charles Haddon Spurgeon

6 jul

Existe um mal entre os que professam pertencer aos arraiais de Cristo, um mal tão grosseiro em sua imprudência, que a maioria dos que possuem pouca visão espiritual dificilmente deixará de perceber. Durante as últimas décadas, esse mal tem se desenvolvido em proporções anormais. Tem agido como o fermento, até que toda a massa fique levedada
. O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo. A igreja abandonou a pregação ousada, como a dos puritanos; em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho; depois, passou a aceitar e justificar as frivolidades que estavam em voga no mundo, e no passo seguinte, começou a tolerá-las em suas fronteiras; agora, a igreja as adotou sob o pretexto de ganhar as multidões.

Minha primeira contenção é esta: as Escrituras não afirmam, em nenhuma de suas passagens, que prover entretenimento para as pessoas é uma função da igreja. Se esta é uma obra cristã, por que o Senhor Jesus não falou sobre ela? .Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. (Mc 16.15) . isso é bastante claro. Se Ele tivesse acrescentado: .E oferecei entretenimento para aqueles que não gostam do evangelho., assim teria acontecido. No entanto, tais palavras não se encontram na Bíblia. Sequer ocorreram à mente do Senhor Jesus. E mais: .Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres. (Ef 4.11). Onde aparecem nesse versículo os que providenciariam entretenimento? O Espírito Santo silenciou a respeito deles. Os profetas foram perseguidos porque divertiam as pessoas ou porque recusavam-se a fazê-lo? Os concertos de música não têm um rol de mártires.

Novamente, prover entretenimento está em direto antagonismo ao ensino e à vida de Cristo e de seus apóstolos. Qual era a atitude da igreja em relação ao mundo? .Vós sois o sal., não o .docinho., algo que o mundo desprezará. Pungente e curta foi a afirmação de nosso Senhor: .Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. (Lc 9.60). Ele estava falando com terrível seriedade!

Se Cristo houvesse introduzido mais elementos brilhantes e agradáveis em seu ministério, teria sido mais popular em seus resultados, porque seus ensinos eram perscrutadores. Não O vejo dizendo: .Pedro, vá atrás do povo e diga-lhe que teremos um culto diferente amanhã, algo atraente e breve, com pouca pregação. Teremos uma noite agradável para as pessoas. Diga-lhes que com certeza realizaremos esse tipo de culto. Vá logo, Pedro, temos de ganhar as pessoas de alguma maneira! . Jesus teve compaixão dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca procurou diverti-los. Em vão, pesquisaremos as cartas do Novo Testamento a fim de encontrar qualquer indício de um evangelho de entretenimento. A mensagem das cartas é: .Retirai-vos, separai-vos e purificai-vos!. Qualquer coisa que tinha a aparência de brincadeira evidentemente foi deixado fora das cartas. Os apóstolos tinham confiança irrestrita no evangelho e não utilizavam outros instrumentos. Depois que Pedro e João foram encarcerados por pregarem o evangelho, a igreja se reuniu para orar, mas não suplicaram: .Senhor, concede aos teus servos que, por meio do prudente e discriminado uso da recreação legítima, mostremos a essas pessoas quão felizes nós somos.. Eles não pararam de pregar a Cristo, por isso não tinham tempo para arranjar entretenimento para seus ouvintes. Espalhados por causa da perseguição, foram a muitos lugares pregando o evangelho. Eles .transtornaram o mundo.. Essa é a única diferença! Senhor, limpe a igreja de todo o lixo e baboseira que o diabo impôs sobre ela e traga-nos de volta aos métodos dos apóstolos.
Por último, a missão de prover entretenimento falha em conseguir os resultados desejados. Causa danos entre os novos convertidos. Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o alcoólatra para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão! A resposta é óbvia: a missão de prover entretenimento não produz convertidos verdadeiros. A necessidade atual para o ministro do evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como ardente espiritualidade; uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz. A necessidade de nossa época é a doutrina bíblica, entendida e experimentada de tal modo, que produz devoção verdadeira no íntimo dos convertidos.

Por último, a missão de prover entretenimento falha em conseguir os resultados desejados. Causa danos entre os novos convertidos. Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o alcoólatra para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão! A resposta é óbvia: a missão de prover entretenimento não produz convertidos verdadeiros. A necessidade atual para o ministro do evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como ardente espiritualidade; uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz. A necessidade de nossa época é a doutrina bíblica, entendida e experimentada de tal modo, que produz devoção verdadeira no íntimo dos convertidos.